sábado, 8 de novembro de 2014

Cadê o Rádio, Getúlio?



Rio de Janeiro 07 de novembro de 2014 – Dia do Radialista


Carta aberta ao Museu da República - Catete,

Srs. Responsáveis pelo Museu da República,

Há quase duas décadas o Palácio do Catete faz parte de minha rotina. Sempre que posso almoço ou bebo um café aproveitando a vista dos jardins que guardam tantas lembranças da história desse país. Trabalhei na Rádio Globo que fica na Glória e agora sou diretor de uma instituição que ensina Rádio para estudantes de comunicação e apaixonados por este grande veículo. Ficamos bem perto do museu.

O museu não é a casa de Getúlio, mas parece ser assim. Sua história de luta e seu tiro no peito partiram do aposento hoje chamado "Quarto de Getúlio" (foto). No quarto estão a cama, o pijama com o buraco do tiro, o projétil e alguns pertences.

Eu e minha esposa entramos para uma visita no meio da semana passada.
Fomos bem atendidos e comentamos da limpeza e organização impecáveis. Nenhuma lâmpada queimada nem poeira pelos cantos. O que me faz escrever é que sentimos falta de um aparelho receptor de Rádio no museu.
Procuramos e perguntamos. Nada.
Se existe não esta em exibição.

Logo Getúlio Vargas que tanto fez uso do Rádio, que criou a Voz do Brasil, que iniciou a propaganda no Rádio, que fez da Rádio Nacional sinônimo da "Época de Ouro" do Rádio.

Erro grave.
Encontramos o Palácio do Catete bem cuidado e organizado, mas peço a delicadeza de providenciarem um aparelho receptor de Rádio para completar o passeio e homenagear o Rádio que tanto auxiliou o presidente do povo.

Coloco-me à disposição para doar um dos aparelhos da Escola de Rádio ao museu.
Getúlio aprovaria.

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