segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Dia do radialista. É todo dia!

Não me preocupei com o futuro na época em que meus amigos só falavam nisso. Ser engenheiro ou médico nunca passou pela minha cabeça adolescente. Seria radialista. O mais incrível era ter essa certeza sem saber se o Rádio iria me aceitar. A aviação civil chegou a ser estudada (garotos pensam nisso), mas rapidamente desaconselhada pelo tio aviador de um amigo. Com um fone escondido, no colégio sabia tudo que rolava no dial carioca e nem tudo que rolava no quadro negro (que meus filhos não leiam isso).

Entrei no rádio meio de surpresa. Fui tentar um teste na Rádio Roquette Pinto no Rio de Janeiro e acabei estreando no mesmo dia (coisas do rádio). Minha carreira foi caminhando, mas nunca achei que fosse estudar a história do rádio e fazer tantas palestras falando dele como faço hoje. Simplesmente aconteceu.
Dizem que temos que planejar toda nossa vida profissional tipo "agora faço um curso para depois entrar onde quero", mas comigo nada foi planejado.

A própria Escola de Rádio que dirijo com muita honra não planejei. Fui convidado pelo locutor Paulo Beto para dar aulas na Universidade Estácio de Sá que tinha uma emissora de FM, a Estácio FM. Dali surgiu a idéia do PB de dar aulas de locução para gente interessada em falar no rádio. PB saiu para cuidar de outros assuntos (banda de rock e gravações publicitárias) e eu continuei com o curso que mais tarde seria a Escola de Rádio.
Se puder dar um conselho a quem quer que seja, trate sempre com muito carinho a oportunidade que aparecer. Seja verdadeiro e não se esqueça que você não é melhor que ninguém. Não seja arrogante e evite estar com pessoas assim. Aprenda com seus erros e acertos. Ouça o que os mais velhos podem ensinar. Não fique aborrecido quando algo planejado na carreira der errado. Se precisar, dê um passo atrás para dar muitos a frente.

Certamente você irá trabalhar quando seus amigos terão ido à praia. Irá trabalhar quando eles terão ido aproveitar o feriado prolongado. Irá para "sua" rádio (sim, sempre achamos que a rádio é nossa) quando eles irão para as festas de fim de ano. Tudo bem. Faça o que gosta de fazer. No perfil de meu blog está escrito: "tenho a sorte de fazer o que gosto, assim nunca precisei trabalhar".

Olhando pra trás vejo que, embora minha carreira não tenha sido exatamente planejada, o destino sempre foi muito bom comigo. As maiores oportunidades de minha vida sempre vieram disfarçadas de problemas insolúveis.

Ser radialista para mim é isso: esquecer seus problemas quando estiver no ar, tratar das dificuldades de seus ouvintes, não ser maior que o veículo, colocar o nariz de palhaço quando a vida não estiver boa, rir de seus defeitos ou erros e fazer seu trabalho em rádio com amor. Parafraseando Chico Anysio: Acordar ainda de madrugada, estar em duas rádios para completar o salário, se aborrecer com ibope, deixar a programação pronta para o fim de semana... tudo isso ainda é melhor que trabalhar!


Dia do radialista. É todo dia!

Não me preocupei com o futuro na época em que meus amigos só falavam nisso. Ser engenheiro ou médico nunca passou pela minha cabeça adolescente. Seria radialista. O mais incrível era ter essa certeza sem saber se o Rádio iria me aceitar. A aviação civil chegou a ser estudada (garotos pensam nisso), mas rapidamente desaconselhada pelo tio aviador de um amigo. Com um fone escondido, no colégio sabia tudo que rolava no dial carioca e nem tudo que rolava no quadro negro (que meus filhos não leiam isso).

Entrei no rádio meio de surpresa. Fui tentar um teste na Rádio Roquette Pinto no Rio de Janeiro e acabei estreando no mesmo dia (coisas do rádio). Minha carreira foi caminhando, mas nunca achei que fosse estudar a história do rádio e fazer tantas palestras falando dele como faço hoje. Simplesmente aconteceu.
Dizem que temos que planejar toda nossa vida profissional tipo "agora faço um curso para depois entrar onde quero", mas comigo nada foi planejado.

A própria Escola de Rádio que dirijo com muita honra não planejei. Fui convidado pelo locutor Paulo Beto para dar aulas na Universidade Estácio de Sá que tinha uma emissora de FM, a Estácio FM. Dali surgiu a idéia do PB de dar aulas de locução para gente interessada em falar no rádio. PB saiu para cuidar de outros assuntos (banda de rock e gravações publicitárias) e eu continuei com o curso que mais tarde seria a Escola de Rádio.
Se puder dar um conselho a quem quer que seja, trate sempre com muito carinho a oportunidade que aparecer. Seja verdadeiro e não se esqueça que você não é melhor que ninguém. Não seja arrogante e evite estar com pessoas assim. Aprenda com seus erros e acertos. Ouça o que os mais velhos podem ensinar. Não fique aborrecido quando algo planejado na carreira der errado. Se precisar, dê um passo atrás para dar muitos a frente.

Certamente você irá trabalhar quando seus amigos terão ido à praia. Irá trabalhar quando eles terão ido aproveitar o feriado prolongado. Irá para "sua" rádio (sim, sempre achamos que a rádio é nossa) quando eles irão para as festas de fim de ano. Tudo bem. Faça o que gosta de fazer. No perfil de meu blog está escrito: "tenho a sorte de fazer o que gosto, assim nunca precisei trabalhar".

Olhando pra trás vejo que, embora minha carreira não tenha sido exatamente planejada, o destino sempre foi muito bom comigo. As maiores oportunidades de minha vida sempre vieram disfarçadas de problemas insolúveis.

Ser radialista para mim é isso: esquecer seus problemas quando estiver no ar, tratar das dificuldades de seus ouvintes, não ser maior que o veículo, colocar o nariz de palhaço quando a vida não estiver boa, rir de seus defeitos ou erros e fazer seu trabalho em rádio com amor. Parafraseando Chico Anysio: Acordar ainda de madrugada, estar em duas rádios para completar o salário, se aborrecer com ibope, deixar a programação pronta para o fim de semana... tudo isso ainda é melhor que trabalhar!


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

UERJ - Bate papo com alunos de Comunicação

Fui muito bem recebido na UERJ no evento  "Seminário Perspectivas Profissionais em Comunicação". Falei sobre o Rádio Digital que ainda está emperrado. Galera animada perguntando sobre o futuro do rádio. No final fizemos o sorteio de Cursos Online da Escola de Rádio. Meu amigo Soares Jr. da Rádio Globo estava comigo na mesa. Algumas histórias acabaram aparecendo e colocando o clima bem ameno e interessante. Foi uma boa tarde...


UERJ - Bate papo com alunos de Comunicação

Fui muito bem recebido na UERJ no evento  "Seminário Perspectivas Profissionais em Comunicação". Falei sobre o Rádio Digital que ainda está emperrado. Galera animada perguntando sobre o futuro do rádio. No final fizemos o sorteio de Cursos Online da Escola de Rádio. Meu amigo Soares Jr. da Rádio Globo estava comigo na mesa. Algumas histórias acabaram aparecendo e colocando o clima bem ameno e interessante. Foi uma boa tarde...


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Só a tecnologia não salva o conteúdo.


A primeira vez que ouvi falar do Rádio Digital foi há 15 anos. Imaginei que tudo fosse uma maravilha e não entendia a razão de não estar "no ar" esta nova tecnologia que colocará o rádio no mundo digital, enfim.
Hoje ainda não sabemos qual padrão seguir. O americano (IBOC) parece ser o mais cotado mas, exige o pagamento de royalties à empresa que desenvolveu este processo. O padrão Europeu (DAB) e o japonês (ISDB) possuem características positivas e negativas aqui no Brasil. Um conta com novos transmissores caríssimos, outro com a mudança de receptores (advinha quem vai pagar a conta?). O certo mesmo é que estamos engatinhando.

A saída pode ser o rádio via satélite. Engano. Além de ter que desembolsar mensalmente para a assinatura, ainda não possuímos satélites para este fim. Na Europa a coisa está indo bem. Nos Estados Unidos onde a aceitação é razoável, as empresas estão se saindo mal na administração. Em 2009 as maiores do setor se associaram para sair da crise. Deviam milhões de dólares (mesmo com 20 milhões de assinaturas). 

A solução pode estar nas rádios que são transmitidas pela TV, como SKY e Net digital. O brasileiro não liga TV para ouvir rádio! A solução então pode estar na internet. Acredito nisso. Mas não pode uma emissora web querer falar da mesma forma que uma rádio tradicional. Deve ter ousadia e inovação. O mais importante na internet é a segmentação.


Ainda acho que a culpa está nas mãos da maioria dos gestores de rádio. Os que ainda acreditam na passividade do ouvinte, estão fadados ao declínio. O ouvinte quer ser ouvido também. Dar opinião, discordar. Uma via de mão dupla como são o sistema digital e a internet . Os que sabem disso (os MBAs da vida), não sabem nada da essência do rádio, entendem de teoria e pesquisas.

O que percebo é a tecnologia avançando e o nosso rádio perdendo fôlego. Esta mesma tecnologia que não prestigia o ouvinte do radinho de pilha (nem por isso ele é infeliz).


Não importa a plataforma usada para transmissão. Falta criatividade, inovação. Muitas emissoras importantes estão mal gerenciadas. A área de marketing (ou administração) não pode assumir a gestão de emissora.

O marketeiro não entende de rádio e o radialista não quer saber de marketing.  Falta gente com sangue de radialista para mudar este jogo. Falta gente no rádio. Falta coração e sobra tecnologia. Contratar é caro. Os impostos são altos e a tecnologia está cada vez mais barata. Assim é o mesmo que dizer: Temos qualidade, mas não conteúdo. 

Só a tecnologia não salva o conteúdo.


A primeira vez que ouvi falar do Rádio Digital foi há 15 anos. Imaginei que tudo fosse uma maravilha e não entendia a razão de não estar "no ar" esta nova tecnologia que colocará o rádio no mundo digital, enfim.
Hoje ainda não sabemos qual padrão seguir. O americano (IBOC) parece ser o mais cotado mas, exige o pagamento de royalties à empresa que desenvolveu este processo. O padrão Europeu (DAB) e o japonês (ISDB) possuem características positivas e negativas aqui no Brasil. Um conta com novos transmissores caríssimos, outro com a mudança de receptores (advinha quem vai pagar a conta?). O certo mesmo é que estamos engatinhando.

A saída pode ser o rádio via satélite. Engano. Além de ter que desembolsar mensalmente para a assinatura, ainda não possuímos satélites para este fim. Na Europa a coisa está indo bem. Nos Estados Unidos onde a aceitação é razoável, as empresas estão se saindo mal na administração. Em 2009 as maiores do setor se associaram para sair da crise. Deviam milhões de dólares (mesmo com 20 milhões de assinaturas). 

A solução pode estar nas rádios que são transmitidas pela TV, como SKY e Net digital. O brasileiro não liga TV para ouvir rádio! A solução então pode estar na internet. Acredito nisso. Mas não pode uma emissora web querer falar da mesma forma que uma rádio tradicional. Deve ter ousadia e inovação. O mais importante na internet é a segmentação.


Ainda acho que a culpa está nas mãos da maioria dos gestores de rádio. Os que ainda acreditam na passividade do ouvinte, estão fadados ao declínio. O ouvinte quer ser ouvido também. Dar opinião, discordar. Uma via de mão dupla como são o sistema digital e a internet . Os que sabem disso (os MBAs da vida), não sabem nada da essência do rádio, entendem de teoria e pesquisas.

O que percebo é a tecnologia avançando e o nosso rádio perdendo fôlego. Esta mesma tecnologia que não prestigia o ouvinte do radinho de pilha (nem por isso ele é infeliz).


Não importa a plataforma usada para transmissão. Falta criatividade, inovação. Muitas emissoras importantes estão mal gerenciadas. A área de marketing (ou administração) não pode assumir a gestão de emissora.

O marketeiro não entende de rádio e o radialista não quer saber de marketing.  Falta gente com sangue de radialista para mudar este jogo. Falta gente no rádio. Falta coração e sobra tecnologia. Contratar é caro. Os impostos são altos e a tecnologia está cada vez mais barata. Assim é o mesmo que dizer: Temos qualidade, mas não conteúdo. 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Feliz Aniversário!




Nós
Pode-se esperar um dia diferente? Tantas conquistas da época em que as imaginava... Tantas ...
Não pode ser melhor. Os carros estão nas ruas, o vento venta, o suor cai no rosto em uma lagoa conhecida. Tantos pensamentos passam numa lagoa corrida. Pode ser diferente? Se for não será você. Se for diferente não será seu dia. Ninguém entende mais de vitórias. Ninguém sabe mais o que quer, que você. Ninguém pode ousar ser você. Ao que parece você e o destino combinaram tudo direitinho. Pode ser diferente? Se for diferente não será você. Nosso grande orgulho é fazer parte desse destino que começou com um perna cruzada e um pé engessado. Poderia ser diferente? " Lembrar a todo instante que valeu a pena cada lance". Parabéns por tudo que você ainda vai conquistar.



Feliz Aniversário!

Nós
Pode-se esperar um dia diferente? Tantas conquistas da época em que as imaginava... Tantas ...
Não pode ser melhor. Os carros estão nas ruas, o vento venta, o suor cai no rosto em uma lagoa conhecida. Tantos pensamentos passam numa lagoa corrida. Pode ser diferente? Se for não será você. Se for diferente não será seu dia. Ninguém entende mais de vitórias. Ninguém sabe mais o que quer, que você. Ninguém pode ousar ser você. Ao que parece você e o destino combinaram tudo direitinho. Pode ser diferente? Se for diferente não será você. Nosso grande orgulho é fazer parte desse destino que começou com um perna cruzada e um pé engessado. Poderia ser diferente? " Lembrar a todo instante que valeu a pena cada lance". Parabéns por tudo que você ainda vai conquistar.



domingo, 14 de agosto de 2011

Tudo bem ... é dia dos pais ...

Fácil dizer feliz dias dos pais etc e tal... o que tenho lido nas redes sociais é a saudade dos pais que já se foram e deixam, de qualquer forma, alguma saudade. Pais eternos, pais chatos, pais distantes mesmo estando perto, pais legais, pais pertos estando distantes, sei lá. Esse assunto "pai" me toca muito (mesmo o meu estando por perto). Esses comentários das redes sociais que me refiro são na verdade a constatação de que, quando um relacionamento acaba, só ficam as coisas boas. Todos temos defeitos e ninguém é perfeito. Pais tentam fazer o melhor para seus filhos. Uns conseguem, outros, não. Espero acertar.
Para fazer deste blog um espaço politicamente correto, aí vai: Feliz Dia dos Pais!

Tudo bem ... é dia dos pais ...

Fácil dizer feliz dias dos pais etc e tal... o que tenho lido nas redes sociais é a saudade dos pais que já se foram e deixam, de qualquer forma, alguma saudade. Pais eternos, pais chatos, pais distantes mesmo estando perto, pais legais, pais pertos estando distantes, sei lá. Esse assunto "pai" me toca muito (mesmo o meu estando por perto). Esses comentários das redes sociais que me refiro são na verdade a constatação de que, quando um relacionamento acaba, só ficam as coisas boas. Todos temos defeitos e ninguém é perfeito. Pais tentam fazer o melhor para seus filhos. Uns conseguem, outros, não. Espero acertar.
Para fazer deste blog um espaço politicamente correto, aí vai: Feliz Dia dos Pais!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Internet x Rádio



Nunca imaginei que a internet fosse a solução para o marasmo tecnológico que o rádio atravessa. Vamos recordar como surgiram os meios de comunicação? Todos surgiram com a essência dos meios anteriores.

A televisão adaptou a linguagem do rádio que se adaptou ao jornal. Hoje parece uma evolução natural, mas no momento que ocorria essa transformação, certamente os comunicólogos de plantão ficaram apreensivos e desconfiados. A internet pode ser vista como uma forma inédita de divulgar nosso frágil rádio. Vamos então tirar proveito disso.

Disseram que o cinema acabaria com a chegada do DVD. Que nada! O cinema se reinventou! Agora virou 3D. Salas aconchegantes e qualidade de som fazem as filas enormes. O cinema soube dar a volta por cima. Estamos vivendo um processo incrível de mudança. Abram os olhos para essa experiência única. Ainda vamos agradecer ter vivido isso.

Internet x Rádio



Nunca imaginei que a internet fosse a solução para o marasmo tecnológico que o rádio atravessa. Vamos recordar como surgiram os meios de comunicação? Todos surgiram com a essência dos meios anteriores.

A televisão adaptou a linguagem do rádio que se adaptou ao jornal. Hoje parece uma evolução natural, mas no momento que ocorria essa transformação, certamente os comunicólogos de plantão ficaram apreensivos e desconfiados. A internet pode ser vista como uma forma inédita de divulgar nosso frágil rádio. Vamos então tirar proveito disso.

Disseram que o cinema acabaria com a chegada do DVD. Que nada! O cinema se reinventou! Agora virou 3D. Salas aconchegantes e qualidade de som fazem as filas enormes. O cinema soube dar a volta por cima. Estamos vivendo um processo incrível de mudança. Abram os olhos para essa experiência única. Ainda vamos agradecer ter vivido isso.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Você sabe o que é Audiodescrição? Já temos curso na Escola de Rádio.

Imagine um deficiente visual vendo um filme. Será que haverá total compreensão?
Claro que não.

Audiodescrição consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.

O curso na Escola de Rádio tem como objetivo habilitar todos que tenham interesse neste recurso a construírem roteiros de audiodescrição, assim como a atuação na locução e noções dos recursos técnicos de gravação. As aulas serão teóricas e práticas com a professora Deise Lopes.
A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que possibilita tornar eventos culturais e produtos audiovisuais acessíveis para pessoas com deficiência visual. É um importante instrumento de integração sócio-cultural, fundamental às vidas de todos os cidadãos. Veja agora este vídeo narrado por Deise Lopes.




Você sabe o que é Audiodescrição? Já temos curso na Escola de Rádio.

Imagine um deficiente visual vendo um filme. Será que haverá total compreensão?
Claro que não.

Audiodescrição consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.

O curso na Escola de Rádio tem como objetivo habilitar todos que tenham interesse neste recurso a construírem roteiros de audiodescrição, assim como a atuação na locução e noções dos recursos técnicos de gravação. As aulas serão teóricas e práticas com a professora Deise Lopes.
A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que possibilita tornar eventos culturais e produtos audiovisuais acessíveis para pessoas com deficiência visual. É um importante instrumento de integração sócio-cultural, fundamental às vidas de todos os cidadãos. Veja agora este vídeo narrado por Deise Lopes.




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não me convide para fazer nada fora da lei. Vai dar errado.

Sabe aquele sinal fechado às 10 da noite de um domingo chuvoso e nenhum carro na rua? Se eu avançar o semáforo vou ouvir o apito do guarda. Pode estar certo que vai aparecer o homem da lei pedindo os documentos para este meliante.

Não nasci para ser "malando". Meu medo atrai a descoberta do "delito". Até gostaria de ser mais "esperto",  mas o histórico não permite. Tinha uns 10 anos quando eu e mais uns quatro amigos jogamos ovos do décimo segundo andar do prédio que meu avô morava. O alvo era a feira livre que acontece até hoje na Rua Domingos Ferreira em Copacabana. Claro que descobriram de onde vinham os ovos quando olharam pra cima e nos viram. Sabe quem foi pego no flagra?

No ônibus da excursão do colégio os meninos jogavam bolinhas de papel nos carros que passavam. O trânsito parou e um motorista saltou do carro. Quem levou a bronca do motorista?

Deserto às 11 da noite perto da Rua Fonte da Saudade, na Lagoa. Preguiça de fazer o retorno e a certeza que não daria problema. Entro na contramão por 10 metros e sabe quem encontro caminhando na direção  do meu carro? Um guarda de trânsito! Só pode ser carma! Aonde vamos encontrar um policial às 11 da  noite no Rio de Janeiro? Quem precisar não vai achar.

Eles ficam em constante monitoramento. Quando saio de carro eles se comunicam pelo rádio da polícia para descobrir meus mais ínfimos deslizes. Só pode ser isso. É tudo combinado. Tenho medo de guarda de trânsito até quando estou a pé.

Claro que os guardas e os feirantes tinham toda razão, assim como os motoristas que levaram bolinhas de papel, mas nem sempre era justo eu "pagar o pato".

Tinha deixado meu filho no colégio às 7 e meia da manhã. Parei no sinal de trânsito em uma rua muito calma. O motorista do carro que estava atrás pediu para que chegasse para frente para facilitar a manobra e colocar o carro dele em uma vaga. Achei que não teria problema ser gentil e avancei uns 2 metros. Surgiu, não sei de onde, um guarda de trânsito que veio em minha direção me lembrando que a faixa de pedestre, como o nome diz, é do pedestre.

No colégio todos sabiam que eu queria ser locutor de rádio ou tv. Entre as aulas fazíamos um telejornal com alguns alunos tendo os bastidores do colégio como notícia. Era notícia engraçada e às vezes uma cabeluda fofoca. Todos participavam desta redação improvisada. Sabe quem foi convidado a se explicar na coordenação?

Cheguei de férias de Miami com duas histórias para contar que são variações do mesmo tema. Descobri que a rede de monitoramento é internacional pois levei duas broncas de dois policiais americanos. Sabe o brasileiro que acha que lá é igual? Pois é assim que se faz errado nos Estados Unidos. Lá as coisas funcionam e foi só parar, por 3 minutos, em fila dupla as 8 da manhã que surgiu um policial não muito simpático que parecia ter vindo de um filme de Holywood. Pediu para eu sair dali. Indo para Orlando pela estrada Turnpike ouço e vejo pelo retrovisor outra cena Hollywoodiana. Um carro da polícia piscando tudo e me mandando para o acostamento. Estava acima da velocidade. Mais uma vez nenhuma multa. Tive sorte duas vezes e não iria deixar acontecer de novo.

Não me convide para fazer nada fora da lei. Vai dar errado.

Sabe aquele sinal fechado às 10 da noite de um domingo chuvoso e nenhum carro na rua? Se eu avançar o semáforo vou ouvir o apito do guarda. Pode estar certo que vai aparecer o homem da lei pedindo os documentos para este meliante.

Não nasci para ser "malando". Meu medo atrai a descoberta do "delito". Até gostaria de ser mais "esperto",  mas o histórico não permite. Tinha uns 10 anos quando eu e mais uns quatro amigos jogamos ovos do décimo segundo andar do prédio que meu avô morava. O alvo era a feira livre que acontece até hoje na Rua Domingos Ferreira em Copacabana. Claro que descobriram de onde vinham os ovos quando olharam pra cima e nos viram. Sabe quem foi pego no flagra?

No ônibus da excursão do colégio os meninos jogavam bolinhas de papel nos carros que passavam. O trânsito parou e um motorista saltou do carro. Quem levou a bronca do motorista?

Deserto às 11 da noite perto da Rua Fonte da Saudade, na Lagoa. Preguiça de fazer o retorno e a certeza que não daria problema. Entro na contramão por 10 metros e sabe quem encontro caminhando na direção  do meu carro? Um guarda de trânsito! Só pode ser carma! Aonde vamos encontrar um policial às 11 da  noite no Rio de Janeiro? Quem precisar não vai achar.

Eles ficam em constante monitoramento. Quando saio de carro eles se comunicam pelo rádio da polícia para descobrir meus mais ínfimos deslizes. Só pode ser isso. É tudo combinado. Tenho medo de guarda de trânsito até quando estou a pé.

Claro que os guardas e os feirantes tinham toda razão, assim como os motoristas que levaram bolinhas de papel, mas nem sempre era justo eu "pagar o pato".

Tinha deixado meu filho no colégio às 7 e meia da manhã. Parei no sinal de trânsito em uma rua muito calma. O motorista do carro que estava atrás pediu para que chegasse para frente para facilitar a manobra e colocar o carro dele em uma vaga. Achei que não teria problema ser gentil e avancei uns 2 metros. Surgiu, não sei de onde, um guarda de trânsito que veio em minha direção me lembrando que a faixa de pedestre, como o nome diz, é do pedestre.

No colégio todos sabiam que eu queria ser locutor de rádio ou tv. Entre as aulas fazíamos um telejornal com alguns alunos tendo os bastidores do colégio como notícia. Era notícia engraçada e às vezes uma cabeluda fofoca. Todos participavam desta redação improvisada. Sabe quem foi convidado a se explicar na coordenação?

Cheguei de férias de Miami com duas histórias para contar que são variações do mesmo tema. Descobri que a rede de monitoramento é internacional pois levei duas broncas de dois policiais americanos. Sabe o brasileiro que acha que lá é igual? Pois é assim que se faz errado nos Estados Unidos. Lá as coisas funcionam e foi só parar, por 3 minutos, em fila dupla as 8 da manhã que surgiu um policial não muito simpático que parecia ter vindo de um filme de Holywood. Pediu para eu sair dali. Indo para Orlando pela estrada Turnpike ouço e vejo pelo retrovisor outra cena Hollywoodiana. Um carro da polícia piscando tudo e me mandando para o acostamento. Estava acima da velocidade. Mais uma vez nenhuma multa. Tive sorte duas vezes e não iria deixar acontecer de novo.

sábado, 6 de agosto de 2011

Mais uma turma na Escola de Rádio.

Depois de uma semana de trabalho as pessoas querem descansar, mas nem todos. Esses estão fazendo o curso de Locução Profissionalizante da Escola de Rádio aos sábados as 14 horas. Temos que tirar o chapéu para quem investe na carreira ou quer aprender uma profissão. Com muito orgulho hoje falamos de rádio, gravamos as participações de cada um e fizemos as correções possíveis para esta aula. Muito provavelmente alguém da foto vai trabalhar em rádio quando o curso terminar. Turma boa e muito criativa. Obrigado pela confiança!

Mais uma turma na Escola de Rádio.

Depois de uma semana de trabalho as pessoas querem descansar, mas nem todos. Esses estão fazendo o curso de Locução Profissionalizante da Escola de Rádio aos sábados as 14 horas. Temos que tirar o chapéu para quem investe na carreira ou quer aprender uma profissão. Com muito orgulho hoje falamos de rádio, gravamos as participações de cada um e fizemos as correções possíveis para esta aula. Muito provavelmente alguém da foto vai trabalhar em rádio quando o curso terminar. Turma boa e muito criativa. Obrigado pela confiança!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

AM x FM


Uma aluna me perguntou se a audiência do AM ainda é predominante nas classes D e E. 
Minha resposta: O rádio, sem importar a banda, passa por um processo de mudança em busca de soluções. Como essas soluções não vieram, entramos em modo de espera, o que acarreta estes casos curiosos de rádios em AM transmitindo também em FM. Já se foi o tempo que o AM era para classes menos privilegiadas e o FM para os que tinham o receptor (que era mais caro). Com calma percebi que podemos analisar muito mais que mudanças no cotidiano do ouvinte, até porque o ouvinte é o fim da linha de nossas produções - nosso objetivo. Antes disso, lembre que não sou dono da verdade.


Hoje o mp3 e o celular já entraram na classe D (isso é fato). Um som com mais qualidade já faz diferença para esses ouvintes. O jovem de hoje não ouve rádio como na década de 80. As opções estão ao redor e os tocadores de áudio são espetados nos rádios do carro.
Namorados não aguardam mais "aquela música" tocar, vão baixar na internet e enviam por e-mail sem o romantismo, vá lá... Os mais antenados vão procurar no computador a notícia que perderam no rádio. Os que gostam de ver as caras que o rádio tem vão a procura de câmeras ao vivo em estúdio.


Por essas razões as emissoras em AM pretendem alcançar seus ouvintes com mais qualidade sonora. Como o governo não faz o dever de casa, elas buscam maneiras de minimizar seus prejuízos de audiência, pois são empresas e precisam faturar.

AM x FM


Uma aluna me perguntou se a audiência do AM ainda é predominante nas classes D e E. 
Minha resposta: O rádio, sem importar a banda, passa por um processo de mudança em busca de soluções. Como essas soluções não vieram, entramos em modo de espera, o que acarreta estes casos curiosos de rádios em AM transmitindo também em FM. Já se foi o tempo que o AM era para classes menos privilegiadas e o FM para os que tinham o receptor (que era mais caro). Com calma percebi que podemos analisar muito mais que mudanças no cotidiano do ouvinte, até porque o ouvinte é o fim da linha de nossas produções - nosso objetivo. Antes disso, lembre que não sou dono da verdade.


Hoje o mp3 e o celular já entraram na classe D (isso é fato). Um som com mais qualidade já faz diferença para esses ouvintes. O jovem de hoje não ouve rádio como na década de 80. As opções estão ao redor e os tocadores de áudio são espetados nos rádios do carro.
Namorados não aguardam mais "aquela música" tocar, vão baixar na internet e enviam por e-mail sem o romantismo, vá lá... Os mais antenados vão procurar no computador a notícia que perderam no rádio. Os que gostam de ver as caras que o rádio tem vão a procura de câmeras ao vivo em estúdio.


Por essas razões as emissoras em AM pretendem alcançar seus ouvintes com mais qualidade sonora. Como o governo não faz o dever de casa, elas buscam maneiras de minimizar seus prejuízos de audiência, pois são empresas e precisam faturar.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O melhor do Rádio vai começar!

Não há como negar. O rádio sofreu um grande abalo com o aparecimento da televisão, principalmente pelo abandono do mercado publicitário. Depois da TV o rádio teve que se reinventar. Procurou outros caminhos para faturar e nem sempre teve méritos.
Contrariando os pessimistas que acreditaram em sua morte, o rádio vem fazendo seu dever de casa. Vem segurando firme os números de audiência, sendo o companheiro do motorista, da dona de casa, do porteiro. O rádio é a trilha sonora do dia a dia. 
Enquanto a TV monta seu "circo" para transmitir uma passeata, o rádio já transmitiu pelo celular. A maior virtude do meio são a rapidez, a versatilidade e a criatividade. A TV não trabalha com a imaginação. Está tudo pronto na TV. No rádio o mocinho e o bandido têm as caras que você quiser. 




Estamos vivendo neste início de século um momento importante para o rádio. A informática, a digitalização das transmissões, a internet, novas possibilidades nas redes sociais, enfim, essa é a tal convergência das mídias. Podemos dizer, sem medo, que o rádio vai recuperar o espaço no bolo publicitário. A internet deu uma cara ao rádio, colocou câmeras nos estúdios, criou uma mão dupla com o ouvinte. A interatividade é fundamental para completar a instantaneidade do veículo. 

O melhor do Rádio vai começar!

Não há como negar. O rádio sofreu um grande abalo com o aparecimento da televisão, principalmente pelo abandono do mercado publicitário. Depois da TV o rádio teve que se reinventar. Procurou outros caminhos para faturar e nem sempre teve méritos.
Contrariando os pessimistas que acreditaram em sua morte, o rádio vem fazendo seu dever de casa. Vem segurando firme os números de audiência, sendo o companheiro do motorista, da dona de casa, do porteiro. O rádio é a trilha sonora do dia a dia. 
Enquanto a TV monta seu "circo" para transmitir uma passeata, o rádio já transmitiu pelo celular. A maior virtude do meio são a rapidez, a versatilidade e a criatividade. A TV não trabalha com a imaginação. Está tudo pronto na TV. No rádio o mocinho e o bandido têm as caras que você quiser. 




Estamos vivendo neste início de século um momento importante para o rádio. A informática, a digitalização das transmissões, a internet, novas possibilidades nas redes sociais, enfim, essa é a tal convergência das mídias. Podemos dizer, sem medo, que o rádio vai recuperar o espaço no bolo publicitário. A internet deu uma cara ao rádio, colocou câmeras nos estúdios, criou uma mão dupla com o ouvinte. A interatividade é fundamental para completar a instantaneidade do veículo. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Gente nova na Escola

Com muito prazer recebemos hoje mais uma turma de Locução Básica na Escola de Rádio. No bate papo inicial o que chama a atenção é a paixão pelo rádio. Uns dizem que "sempre foi um sonho" que agora pode se realizar, outros dizem que "nasceram pra isso" mas não tiveram oportunidade, enfim, são várias as razões para se matricular na Escola de Rádio, mas a maior razão mesmo é falar com mais profissionalismo e saber que, além do rádio, existem outros mundos que a voz pode explorar. Boa sorte e bom curso pra todos nós!

Gente nova na Escola

Com muito prazer recebemos hoje mais uma turma de Locução Básica na Escola de Rádio. No bate papo inicial o que chama a atenção é a paixão pelo rádio. Uns dizem que "sempre foi um sonho" que agora pode se realizar, outros dizem que "nasceram pra isso" mas não tiveram oportunidade, enfim, são várias as razões para se matricular na Escola de Rádio, mas a maior razão mesmo é falar com mais profissionalismo e saber que, além do rádio, existem outros mundos que a voz pode explorar. Boa sorte e bom curso pra todos nós!