quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O melhor do Rádio vai começar!

Por mais que tente não consigo separar o presente do passado . Claro que temos que estudar o passado até para não errar no futuro. O assunto é mais leve que parece. Quero só compartilhar com vocês essa característica de quem gosta muito do meio Rádio. Mesmo tentando olhar pra frente, sempre damos uma espiadela no retrovisor, seja para comparar com o Rádio hoje, seja para entender a história, seja para morrer de saudade daqueles tempos que não voltam mais.

Estamos vivendo em tempos de tormenta em relação ao futuro da comunicação. Acho que estamos no olho do furacão. Este momento é de mudanças e qualquer opinião aqui pode ser tola mesmo que tenhamos motivos para mesmo assim opinar. Explico: Não podemos dizer que um caminho será melhor que outro.

Ainda não sabemos o quanto mais em conta sairá esse ou aquele formato de transmissão. Os momentos do início do Rádio no Brasil com a Rádio Nacional, o pioneirismo do jornalismo radiofônico com O Repórter Esso, os programas de auditório, as transmissões de jornadas esportivas com ídolos do microfone, o rock nacional nos anos 80, a discoteca nos anos 70, as AMs e FMs de nossas vidas e a trilha sonora na rotina de nossa adolescência, a tradução das músicas que tocaram nossos corações, os locutores inesquecíveis, as músicas feitas sob medida pra gente e a saudade quando colocamos nossos ouvidos pra trás.


As opções de futuro são tantas que ainda não sabemos qual será a melhor plataforma de transmissão. Pode ser a internet, via satélite, transmissão digital ou todas juntas num futuro próximo. Mas o que importa mesmo é ver quantas pessoas com fones de ouvido grudados em celulares, tantas outras rádios na internet que já despontam ou tantas comunitárias fazendo belos trabalhos.

As redes sociais ligadas a rapidez da transmissão do Rádio podem fazer verdadeiros milagres como os vistos nas chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro. Em poucos minutos a solidariedade tomou conta dos microfones, PCs e smartphones. Recordar é bom e necessário. Saber da história é fundamental, mas vamos prestar mais atenção ao futuro. Deixar tudo que passou em prateleiras e fazer um caminho novo para o Rádio mais racional e humano. Podemos e devemos abrir nosso leque de segmentos para opções de entretenimento e informação. Rádio para terceira idade, para crianças, para todos.

Que venha o Rádio digital, que suba o satélite, que a internet seja mais acessível e confiável. Que o bom tempo do Rádio ainda aconteça!

O melhor do Rádio vai começar!

Por mais que tente não consigo separar o presente do passado . Claro que temos que estudar o passado até para não errar no futuro. O assunto é mais leve que parece. Quero só compartilhar com vocês essa característica de quem gosta muito do meio Rádio. Mesmo tentando olhar pra frente, sempre damos uma espiadela no retrovisor, seja para comparar com o Rádio hoje, seja para entender a história, seja para morrer de saudade daqueles tempos que não voltam mais.

Estamos vivendo em tempos de tormenta em relação ao futuro da comunicação. Acho que estamos no olho do furacão. Este momento é de mudanças e qualquer opinião aqui pode ser tola mesmo que tenhamos motivos para mesmo assim opinar. Explico: Não podemos dizer que um caminho será melhor que outro.

Ainda não sabemos o quanto mais em conta sairá esse ou aquele formato de transmissão. Os momentos do início do Rádio no Brasil com a Rádio Nacional, o pioneirismo do jornalismo radiofônico com O Repórter Esso, os programas de auditório, as transmissões de jornadas esportivas com ídolos do microfone, o rock nacional nos anos 80, a discoteca nos anos 70, as AMs e FMs de nossas vidas e a trilha sonora na rotina de nossa adolescência, a tradução das músicas que tocaram nossos corações, os locutores inesquecíveis, as músicas feitas sob medida pra gente e a saudade quando colocamos nossos ouvidos pra trás.


As opções de futuro são tantas que ainda não sabemos qual será a melhor plataforma de transmissão. Pode ser a internet, via satélite, transmissão digital ou todas juntas num futuro próximo. Mas o que importa mesmo é ver quantas pessoas com fones de ouvido grudados em celulares, tantas outras rádios na internet que já despontam ou tantas comunitárias fazendo belos trabalhos.

As redes sociais ligadas a rapidez da transmissão do Rádio podem fazer verdadeiros milagres como os vistos nas chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro. Em poucos minutos a solidariedade tomou conta dos microfones, PCs e smartphones. Recordar é bom e necessário. Saber da história é fundamental, mas vamos prestar mais atenção ao futuro. Deixar tudo que passou em prateleiras e fazer um caminho novo para o Rádio mais racional e humano. Podemos e devemos abrir nosso leque de segmentos para opções de entretenimento e informação. Rádio para terceira idade, para crianças, para todos.

Que venha o Rádio digital, que suba o satélite, que a internet seja mais acessível e confiável. Que o bom tempo do Rádio ainda aconteça!

domingo, 9 de janeiro de 2011

O Rádio foi notícia...

Neste domingo tive a surpresa de ver o rádio como notícia no O Globo. Depois de ler atentamente a matéria fiquei com sensação de "não achar a azeitona na empada". Li novamente e não entendi. Afinal qual a novidade em questão? Podia ter sido uma matéria completa, mas não foi.

Quando, finalmente o rádio é notícia em um jornal, queimam cartucho com uma matéria sem sal e até boba ...

Alguns profissionais que poderiam ser ouvidos e não foram expõe com suas opiniões no facebook:

Carlos Townsend: "O problema no Brasil é que os donos das rádios querem ganhar dinheiro a qualquer custo e mandam abrir a programação para arrebanhar mais audiência, sempre nivelando por baixo. Quem não é cult e quem gosta do popular está numa tremenda roubada, especialmente no mercado do rádio carioca."


Carlos Mayrink: "Confesso que até agora não entendi bem essa matéria do Globo e essa "recuperação" do rádio. Não sei de onde, de quais números ou pesquisas eles tiraram isso."

Eu lamento a reportagem (que parece ter sido um "estepe") e fico com a opinião de Selma Boiron: "Nota dez! Só do rádio ser assunto, já é muito show".

O Rádio foi notícia...

Neste domingo tive a surpresa de ver o rádio como notícia no O Globo. Depois de ler atentamente a matéria fiquei com sensação de "não achar a azeitona na empada". Li novamente e não entendi. Afinal qual a novidade em questão? Podia ter sido uma matéria completa, mas não foi.

Quando, finalmente o rádio é notícia em um jornal, queimam cartucho com uma matéria sem sal e até boba ...

Alguns profissionais que poderiam ser ouvidos e não foram expõe com suas opiniões no facebook:

Carlos Townsend: "O problema no Brasil é que os donos das rádios querem ganhar dinheiro a qualquer custo e mandam abrir a programação para arrebanhar mais audiência, sempre nivelando por baixo. Quem não é cult e quem gosta do popular está numa tremenda roubada, especialmente no mercado do rádio carioca."


Carlos Mayrink: "Confesso que até agora não entendi bem essa matéria do Globo e essa "recuperação" do rádio. Não sei de onde, de quais números ou pesquisas eles tiraram isso."

Eu lamento a reportagem (que parece ter sido um "estepe") e fico com a opinião de Selma Boiron: "Nota dez! Só do rádio ser assunto, já é muito show".

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Mendigo com voz de locutor!

Interessante a história do mendigo que foi descoberto por um repórter americano. Ele já tinha sido locutor e perdeu o emprego após se entregar a bebida e as drogas. Reparem no video que ele tem a técnica de impostação vocal e o 'timing' de chamadas de programas. Há dez anos pedindo moedas, teve seu talento reconhecido e já arrumou emprego neste início de ano. O cara é bom !

Mendigo com voz de locutor!

Interessante a história do mendigo que foi descoberto por um repórter americano. Ele já tinha sido locutor e perdeu o emprego após se entregar a bebida e as drogas. Reparem no video que ele tem a técnica de impostação vocal e o 'timing' de chamadas de programas. Há dez anos pedindo moedas, teve seu talento reconhecido e já arrumou emprego neste início de ano. O cara é bom !

www.soudoradio.com.br

Ouvi uma gravação do saudoso Mario Lago - ator, escritor, radialista ... opinando sobre a incapacidade do rádio em se manter soberano e se adaptar a chegada da TV. Segundo ele "o rádio se acomodou e se encolheu demais..." Percebe-se que essa sempre foi uma caracteristica do rádio ao enfrentar desafios. Pensando na afirmação de Mário Lago até o debate rádio x internet preocupa, pois será que o rádio vai se acovardar novamente? A verdade é que o rádio demorou muito para se superar e ganhar oxigênio após a chegada da TV. Em minhas palestras pelas faculdades cariocas a pergunta é sempre a mesma: a possível desvalorização do meio frente a grande rede mundial. Como se comportará o rádio daqui pra frente? Ora! Vamos ousar, explorar, criar... A internet veio dar uma cara ao rádio. Somar e não dividir. Cabe aos gerentes de emissoras fazerem do rádio um canal de possibilidades publicitarias e não se acovardarem diante de uma solução disfarcada de problema. Claro que não teremos números astronômicos de audiência, mas teremos a audiência segmentada e a partir daí poderemos criar novos caminhos. Como se portaram as redes de exibidores de cinema frente a chegada do DVD? Enquanto todos apostavam que os espectadores ficariam em casa vendo filmes com amigos, os cinemas se modernizaram e continuam batendo recordes de exibição aliando-se a internet na venda de ingressos. Tudo bem que a internet não foi criada com o propósito de transmitir programação musical, mas com a chegada do mp3 isso foi possível. Em pesquisa realizada ano passado, constatou-se que os ouvintes de rádio web preferem ouvir rádios que possuem sites também, pois encontram informações suplementares de bandas, shows, notícias, promoções, fotos da equipe e tudo o mais que a criatividade deixar. Não faça cara feia para as web rádios. Ainda estamos no começo de uma nova era. Vamos continuar ligados no rádio onde quer que ele esteja. Agora uma coisa é certa: Não vamos nos acovardar na criatividade e no trabalho.

www.soudoradio.com.br

Ouvi uma gravação do saudoso Mario Lago - ator, escritor, radialista ... opinando sobre a incapacidade do rádio em se manter soberano e se adaptar a chegada da TV. Segundo ele "o rádio se acomodou e se encolheu demais..." Percebe-se que essa sempre foi uma caracteristica do rádio ao enfrentar desafios. Pensando na afirmação de Mário Lago até o debate rádio x internet preocupa, pois será que o rádio vai se acovardar novamente? A verdade é que o rádio demorou muito para se superar e ganhar oxigênio após a chegada da TV. Em minhas palestras pelas faculdades cariocas a pergunta é sempre a mesma: a possível desvalorização do meio frente a grande rede mundial. Como se comportará o rádio daqui pra frente? Ora! Vamos ousar, explorar, criar... A internet veio dar uma cara ao rádio. Somar e não dividir. Cabe aos gerentes de emissoras fazerem do rádio um canal de possibilidades publicitarias e não se acovardarem diante de uma solução disfarcada de problema. Claro que não teremos números astronômicos de audiência, mas teremos a audiência segmentada e a partir daí poderemos criar novos caminhos. Como se portaram as redes de exibidores de cinema frente a chegada do DVD? Enquanto todos apostavam que os espectadores ficariam em casa vendo filmes com amigos, os cinemas se modernizaram e continuam batendo recordes de exibição aliando-se a internet na venda de ingressos. Tudo bem que a internet não foi criada com o propósito de transmitir programação musical, mas com a chegada do mp3 isso foi possível. Em pesquisa realizada ano passado, constatou-se que os ouvintes de rádio web preferem ouvir rádios que possuem sites também, pois encontram informações suplementares de bandas, shows, notícias, promoções, fotos da equipe e tudo o mais que a criatividade deixar. Não faça cara feia para as web rádios. Ainda estamos no começo de uma nova era. Vamos continuar ligados no rádio onde quer que ele esteja. Agora uma coisa é certa: Não vamos nos acovardar na criatividade e no trabalho.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Antes mesmo da Rádio Cidade entrar no ar em 77, eu já ouvia muito o rádio AM. Fui assíduo ouvinte da Rádio Mundial até não resistir a qualidade sonora e musical do FM moderno. Como morei bastante tempo na casa de meu avô em Copacabana e queria ver o sol nascer, ele me convidou para acordar cedo e ir a praia. Duas coisas nunca esquecerei: do carinho de meu avô me explicando como nasce o sol e de uma música que tocava na Rádio Mundial em algum lugar nessa hora. Era Baker Street com Gerry Rafferty. Soube hoje que ele faleceu. Dedico este post ao meu avô que nos deixou em 1985.


Antes mesmo da Rádio Cidade entrar no ar em 77, eu já ouvia muito o rádio AM. Fui assíduo ouvinte da Rádio Mundial até não resistir a qualidade sonora e musical do FM moderno. Como morei bastante tempo na casa de meu avô em Copacabana e queria ver o sol nascer, ele me convidou para acordar cedo e ir a praia. Duas coisas nunca esquecerei: do carinho de meu avô me explicando como nasce o sol e de uma música que tocava na Rádio Mundial em algum lugar nessa hora. Era Baker Street com Gerry Rafferty. Soube hoje que ele faleceu. Dedico este post ao meu avô que nos deixou em 1985.


Pirata

Primeiro dia útil do ano acordo com uma dor imensa no meu olho esquerdo. Tento ver o que é e não consigo parar de cutucar. Quanto mais mexo, mais dor sinto. Resultado: 9 da manhã em uma emergência para retirar a lasca ínfima de ferro cravada no meu globo ocular. Parecia ser um pedaço de bombril... Como chegou ali não sei... Comecei o ano vendo tudo com um olho só.

Pirata

Primeiro dia útil do ano acordo com uma dor imensa no meu olho esquerdo. Tento ver o que é e não consigo parar de cutucar. Quanto mais mexo, mais dor sinto. Resultado: 9 da manhã em uma emergência para retirar a lasca ínfima de ferro cravada no meu globo ocular. Parecia ser um pedaço de bombril... Como chegou ali não sei... Comecei o ano vendo tudo com um olho só.